Cidades

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Votação do Código Florestal é adiada devido à mudança na liderança do governo

Votação do Código Florestal é adiada devido à mudança na liderança do governo

pernambuco.com

14/03/2012 - 12h00
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A mudança no comando das lideranças do governo na Câmara e no Senado adiou, mais uma vez, a votação do novo Código Florestal (PL 1876/99), que estava prevista para esta semana. A reforma foi aprovada pelos deputados em maio de 2011, seguiu para o Senado, e agora a Câmara precisa avaliar as alterações feitas pelos senadores. A nova data de votação da reforma ainda não foi definida.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o motivo do cancelamento das votações no Plenário nesta terça-feira foi dar tempo ao novo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), de “tomar pé” dos projetos que estão na pauta de votação. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, Chinaglia substituiu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança.

O relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já concluiu seu parecer. Entre as mudanças que fez no texto vindo do Senado, ele pretende retirar o artigo que prevê um percentual mínimo de área verde nas novas expansões urbanas. “Vinte metros quadrados de área verde por habitante na expansão das cidades é um exagero, porque a própria ONU recomenda 14 metros quadrados por habitante. E o Brasil já pratica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 14 a 15 metros quadrados por habitante", destacou.

O relator considera que as regras para as áreas de preservação permanente (APPs) que foram ocupadas ilegalmente por atividades como a pecuária são o ponto mais difícil para um acordo. Paulo Piau diz esperar que o novo líder do governo estude bastante a proposta, por considerar que o novo código é urgente para o País.

O deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM, ressaltou que o setor agropecuário também tem pressa na votação, já que no dia 11 de abril vence o decreto presidencial que prorrogou a anistia às multas por desmatamento aplicadas a proprietários rurais que descumpriram a legislação atual.

"A crise hoje no Parlamento foi determinada pela própria presidente da República, que destituiu o líder do governo. O acordo feito com a presença do líder do governo e dos demais líderes partidários no final de dezembro foi que a primeira matéria que seria votada em sessão extraordinária nos dias 6 e 7 de março seria exatamente o Código Florestal. Como tal, ele é prioritário, e está na escala em primeiro lugar", afirmou.

As propostas de mudança no Código Florestal, que é de 1965, tramitam na Câmara há mais de dez anos.

Lei Geral da Copa
O projeto da Lei Geral da Copa (PL 2330/11), cuja votação também estava prevista para esta semana, pode ser analisado nesta quarta-feira (14). Marco Maia afirmou que vai negociar com os líderes partidários a possibilidade de votar a proposta, que, segundo ele, é um tema importante e bastante conhecido, além de estar “mais acabado e pronto para votação”.

Arlindo Chinaglia indicou que poderá apoiar essa votação, já que há acordo para aprovação da proposta. A pauta do Plenário será definida em reunião de líderes às 11 horas desta quarta.

 
 

SAÚDE

Baixa vacinação contra gripe em MS reforça recomendação de especialistas em Brasília

Evento na Capital Federal debateu importância da vacinação, explicou o funcionamento do sistema imunológico e destacou os avanços da ciência

06/08/2026 12h25

Roda de conversa com especialistas da área da saúde, durante o evento

Roda de conversa com especialistas da área da saúde, durante o evento "Uma Aventura Imunológica - Nosso Corpo, Nosso Mundo", em Brasília (DF) Foto: Naiara Camargo

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Cobertura vacinal contra Influenza está baixa em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), apontam que 49,37% sul-mato-grossenses estão vacinados contra gripe, o que representa praticamente metade da população do Estado.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%. Com isso, é necessário reforçar as campanhas de imunização contra o vírus, tendo em vista que 5.341 casos foram notificados e 98 pessoas morreram vítimas da doença em MS.

O tema foi abordado durante o evento "Uma Aventura Imunológica – Nosso Corpo, Nosso Mundo", na última terça-feira (4), em Brasília (DF), onde especialistas reforçaram a importância da vacinação, esclareceram dúvidas sobre imunizantes e destacaram os avanços da ciência no desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos.

A reportagem do Correio do Estado foi até a Capital Federal participar da roda de conversa e acompanhar o debate sobre o papel das vacinas e como o sistema imunológico atua na proteção do organismo.

VACINAÇÃO

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação estimula o sistema imunológico a produzir uma resposta de defesa contra um determinado microrganismo, como vírus ou bactérias.

Assim, quando um ser humano entra em contato com o agente causador da doença, o organismo já está preparado para combatê-lo, reduzindo o risco de adoecer ou de desenvolver formas graves da doença.

A vacina é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, salvar vidas, reduzir mortes, proteger a saúde individual e coletiva, controlar o espalhamento de doenças e diminuir gastos com tratamentos e hospitalizações.

De acordo com a head de imunologia da Biofarmacêutica Sanofi, Daniela Carlini, a vacina serve para proteger a si mesmo e aos outros.

“[Precisa tomar a vacina] porque eu não sei quem é a pessoa que vai desenvolver a reação grave. Eu não sei quem é o ser humano que não vai combater aquele vírus e vai desenvolver um quadro grave e vai levar à morte. Por isso que a gente precisa fazer uma vacinação e fazer com que as pessoas todas sejam vacinadas. A vacina não é individual. A vacina também é para evitar a transmissão. [Se eu me vacinar], eu não transmito para o meu filho, eu não transmito para o meu avô, eu não transmito para nenhum daqui”, explicou.

Diretora médica de vacinas da Sanofi, Sheila Homsani, ressaltou a importância da vacinação, lembrando como o imunizante contra Covid-19 salvou a humanidade.

“A gente viu com a Covid o quanto a vacina foi importante. As pessoas choravam quando a vacina chegou. A gente estaria aqui se não tivesse tido a vacina de Covid? Eu acho que contra fatos não há argumentos, que é o fato. Depois da pandemia de Covid e de gripe, a gente está aqui hoje por causa das vacinas, não tenha dúvida”, opinou.

Ela ainda compartilhou que uma vacina contra acne está sendo desenvolvida.

“Ninguém vai morrer de acne, mas isso pode afetar o resto da vida desse indivíduo que ficou ouvindo bullying. Quantas crianças não sofreram bullying porque tinham acne? Então a gente está desenvolvendo uma vacina para acne. Isso para mim, assim, era uma coisa que eu nunca nem pensei que a gente conseguiria. E a gente tá na fase 2 desse projeto. Vacina leva tempo, medicamento leva tempo, é uma pesquisa ainda. Pode dar muito certo, pode dar muito errado. Mas a gente está tentando”, explicou.

Confira quais vacinas o ser humano deve tomar ao longo da vida:

RECÉM-NASCIDOS

  • BCG
  • Hepatite B

CRIANÇAS

  • Pentavalente
  • Poliomielite
  • Rotavírus
  • Pneumocócica
  • Meningocócica
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela (catapora)
  • Hepatite A
  • Febre amarela (em áreas ou situações recomendadas)

ADOLESCENTES

  • HPV
  • Meningocócica ACWY
  • Reforços de difteria e tétano (dT)
  • Atualização das vacinas do calendário infantil, se necessário

ADULTOS

  • Reforço contra difteria e tétano a cada 10 anos
  • Hepatite B (para quem não foi vacinado)
  • Tríplice viral, conforme idade e histórico vacinal
  • Febre amarela, quando indicada
  • Influenza (gripe), especialmente para grupos prioritários e, em muitas campanhas, para toda a população elegível
  • COVID-19, conforme as recomendações vigentes

IDOSOS

  • Influenza (anualmente)
  • COVID-19, conforme as recomendações
  • Pneumocócica, quando indicada
  • Reforços de difteria e tétano
  • Herpes-zóster, conforme disponibilidade e indicação

GESTANTES

  • dTpa (proteção contra difteria, tétano e coqueluche)
  • Influenza
  • Hepatite B (se necessário)
  • COVID-19, conforme recomendação

Manter a carteira de vacinação atualizada em todas as fases da vida é essencial para garantir uma proteção contínua e ajudar no controle de doenças evitáveis.

VACINAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL

Dados divulgados pela SES-MS apontam que a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul é de:

  • HPV: meninas 84,57% e meninos 79,07% - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • FEBRE AMARELA: 102,86% de 6 meses a 59 anos - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • COVID-19 MONOVALENTE: 84,75% para duas doses - dados atualizados em 24 de abril de 2026
  • INFLUENZA: 49,37% - dados atualizados em agosto de 2026

SISTEMA IMUNOLÓGICO

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Imunológico é o conjunto de órgãos, células e moléculas responsáveis por defender o organismo contra doenças (vírus, bactérias, fungos, parasitas e outros agentes invasores).

Ele combate e elimina esses microrganismos e cria memória contra infecções enfrentadas anteriormente.

Após o primeiro contato com um microrganismo, o organismo produz células de memória. Se o mesmo agente invadir novamente, a resposta será mais rápida e eficiente.

A inflamação, que é uma resposta do sistema imunológico, que, em condições normais, atua na defesa do organismo contra parasitas e agentes externos. Mas, em situações anormais, a resposta se torna crônica ou desregulada.

Doenças inflamatórias do tipo II são condições crônicas causadas por uma reação exagerada do sistema imune, como asma, dermatite atópica e esofagite eosinofílica.

“O desenvolvimento de novos medicamentos que atuam no sistema imunológico cresce a cada dia. Hoje, entendemos que a inflamação é uma resposta imunológica importante, mas o problema é quando ela fica descontrolada ou crônica. Isso mudou completamente a forma como pensamos em tratamentos”, explicou a head de estudos clínicos da Sanofi, Viviane Rezende.

Como o Sistema Imunológico protege o organismo:

  • Barreiras físicas e químicas: pele, mucosas, lágrimas, saliva e o ácido do estômago dificultam a entrada de microrganismos
  • Resposta imunológica inata: atua rapidamente por meio de células como os fagócitos, que englobam e destroem os invasores
  • Resposta imunológica adaptativa: envolve os linfócitos B (produzem anticorpos que reconhecem e neutralizam vírus e bactérias) e linfócitos T (destroem células infectadas e coordenam outras células de defesa)

Como manter o Sistema Imunológico saudável:

  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividade física
  • Sono de boa qualidade
  • Controlar o estresse
  • Boa higiene
  • Vacinação em dia
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool
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EDUCAÇÃO BÁSICA

Secretário acha "ridícula" comparação de notas do Ideb entre Estados

Hélio Daher diz que Mato Grosso do Sul realizou a prova do Saeb em todas as escolas, enquanto outras federações aplicaram a avaliação em apenas uma parte do todo para elevarem a nota

06/08/2026 12h00

Secretário Estadual de Educação, Hélio Daher, apresenta os dados de MS no Ideb

Secretário Estadual de Educação, Hélio Daher, apresenta os dados de MS no Ideb Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Em coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quinta-feira (6), o secretário de Educação de Mato Grosso do Sul, Hélio Daher, avaliou de forma positiva o avanço das notas do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), e diz estar tranquilo com o fato de MS estar abaixo da média nacional, mas que é importante alcançar as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE).

O titular da pasta explica que, ao invés de avaliar menos de 30% dos alunos (geralmente os melhores), como muitos estados fazem, Mato Grosso do Sul expandiu a participação da Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), prova que serve para verificar o nível das escolas privadas e públicas das unidades federativas, para 90% dos estudantes. Segundo o secretário, todas as escolas, incluindo as indígenas, fizeram a prova, e isso impacta o resultado, mas oferece um diagnóstico mais real da rede de ensino.

Os gestores que adotam este método alternativo, de avaliar apenas uma parte do todo, podem ludibriar a sociedade e mostrar que está tudo bem, quando na verdade a realidade é outra. O secretário de Educação diz que há "colegas", os quais ocupam o mesmo cargo, que se preocupam muito com o ranking, porém a "meritocracia" só seria justa se todos partissem do mesmo ponto de partida.

"Então eu acho meio ridículo ficar se comparando (com outros estados) quando você sabe que tem outros dados ali a serem considerados (como o número de alunos participantes). Há uma confusão, e às vezes até no interesse de publicamente dizer que está muito bem, mas se eu não avaliar todo mundo, se eu não for sincero com a minha rede, eu posso estar te entregando um dado que é legal, mas estou deixando alguma criança para trás e é o que o Mato Grosso do Sul não vai fazer", disse Hélio Daher.

O secretário destacou que todas as escolas no Estado passaram pelo Saeb e que alcançar a meta do Plano Nacional de Educação é um objetivo a ser cumprido em MS.

"A meta (do PNE) é importante porque ela nos dá uma baliza de onde a gente tem que chegar. Eu fico muito tranquilo em dizer para vocês que o Mato Grosso do Sul é justo e real com o seu dado. E é óbvio que a gente entende que nós temos que continuar melhorando, mas a gente de forma alguma vai propor um crescimento muito agudo pra tentar atender a expectativa e não ser real com o estudante", disse o secretário de Educação

Para ele, o importante é a criança estar na sala de aula e ter a aprendizagem com qualidade. "Então esse dado para nós é importantíssimo, a gente tem ali a meta a alcançar, mas primeiro, a gente não olha para o lado. Eu tenho que olhar para mim, olhar o quanto estava e o quanto estou caminhando, que é o que a gente faz aqui".

O secretário também destaca que Mato Grosso do Sul obteve o melhor resultado histórico no IDEB, superando os índices pré-pandemia de 2019.

Notas de MS

Mato Grosso do Sul apresentou avanços na educação escolar, tanto na rede pública quanto privada, mas ainda continua abaixo das metas e da média nacional, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados nesta quarta-feira (5).

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Divulgada a cada dois anos, a avaliação do Ideb é dividida em três níveis de escolaridade, sendo ensino fundamental anos iniciais, ensino fundamental anos finais e ensino médio.

Mato Grosso do Sul avançou em todos os níveis, apresentando uma crescente nos últimos anos.

De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental anos iniciais do Estado passou de 5,4 para 5,7. A média nacional é de 6,3, enquanto a meta é de 6.

No ensino fundamental anos finais, o índice de Mato Grosso do Sul passou de 4,6 para 4,9. O País fechou com Ideb de 5,3 e a meta de 5,5.

Já o Ensino Médio foi o que teve o maior salto, passando de 3,8 para 4,2, o que ficou próximo da média nacional, de 4,5, mas ainda longe da meta de 5,2.

 

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